terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Audio Adrenaline - Raise the banner (levante a bandeira)

Feliz dois mil e catorze!

Cabisbaixo, olha intensamente uma folha de papel e, como num estalo, surge uma palavra: tempo. Nada mais efêmero do que nós mesmos. Nada mais alucinante que o livre-arbítrio. Nada tão desgastante quanto viver. E quem não se desgasta, de que serviu viver? De que serve se resguardar - se for esse o objetivo - e a morte chamar o vento para levarem os planos de uma vida? O sempre é mais confortável! Permita-me dizer que a constância põe em segurança, ao mesmo tempo que põe em cativeiro. Mas eu desejo o sempre. Por que desejar o que será tirado? Eu desejo o sempre. Então, que, nesse ano que já bate à porta como quem está prestes a invadir, aquele que tem poder para mandar regredir a dupla de convenientes - a saber, a morte e o vento - possa permitir que vivamos como quem espera, mas faz algo antes que chegue. E eu só tenho agradecimentos. E que venham mais!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Cartas idosas

Ouça, querida! Não vá pensar que não  me precipito. Não, só penso antes que possa fazer. E se o faço sem pensar, acabo me acomodando, porque era para ser. Mas eu sigo sem que haja motivos para voltar e penso em como seria se eu desistisse. Mas, querida, escute mais essa: não te acordes nem um dia sequer sem pensar nas palavras de um velho tolo de poucos dentes e muitos dedos, quando digo: esse dia vai ser o melhor de todos!

Escolha um, e só um, desejo para realizar ainda esse ano!


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Houve algo que não tenha sido adeus nesse ano?

Mofo, amigo meu. Quantos olhos! E eu fui embora, deixei tudo. E não convinha realmente ficar, entenda-me. Eu fiz questão de esclarecer o porquê da minha partida, mas ficaste parado. Não disseste nada. Um "poxa" rasgou o silêncio como com uma serra elétrica. E eu comecei a chorar. Eu te amo, mofo! Não te esqueças dessa indelicadeza andante sem que haja um motivo mais forte para fazê-lo. E eu, mofo, não te limpo da minha memória nem por quinze borboletas num frasco.

Jaci Velasquez - I will rest in You (eu descansarei em Ti)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A nuvem e a estrela

Tem coisas que a gente só sente, não é mesmo? A poesia profunda de uma nuvem lilás no céu escuro de uma noite, paquerando a estrela mais brilhante. O sentimento de manhã que dá quando é tocado um violão. O vento entrando pela janela no fim de tarde como se quisesse me contar a história que fará com que muitos se emocionem. Mas eu não escuto. Eu estou ocupada com meus trabalhos cansativos e com meus textos medíocres. E, quando me é conveniente escrevê-la, ela se abusa e empanca como por vingança. Mas deixe que, um dia, essa cintilante narrativa vai desaguar seja no papel ou no teclado. Ou, quem sabe, voltemos à voz, para que a estrela e a nuvem possam continuar a escrever o seu secreto belo conto.

Jaci Velasquez - Just a Prayer Away (apenas uma oração de distância)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Sarah Reeves - Carol of the bells (som dos sinos)

Sem precedentes

"Um coraçãozinho muito pequeno para tanto ódio", mas eu sei porquê: porque o amor ocupa espaço suficiente e o ódio, espaço inconveniente.

Cartas para Paola

"Senta-te que quero contar uma história". E nunca mais levantou. Essa tua franja encaracolada e as minhas tranças embraçadas nunca mais escreveram contos. A tua roupa já não procuro. As tuas botas só não se perderam porque fazem parte de ti. E eu cresci! Era melhor antes. Preocupo-me demais com a minha aparência agora. Mas pega a minha mão e vamos perguntar a Cláudia se ela quer brincar uma última vez.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Bonecas de pano e seus apelos

Talvez eu esteja quebrada! Preciso de conserto. Não posso me distanciar da verdade nem por um minuto porque minha roupinha de boneca se amarrota e começa a se descoser. Um passo que me desvie embaraça meu cabelinho e o meu enchimento começa a querer se desarrumar. Preciso que me mantenham onde estou. Não gosto que me levem de um lugar para o outro. Não permito que me movimentem e me tirem de onde pertenço. Não permito, digo, minha estrutura não permite. Esse sorriso costurado logo se vai com a chegada das mudanças. Eu quero mantê-lo, mas não consigo sozinha. Ou não estou conseguindo ultimamente.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

As últimas palavras

O que dizer no leito de morte? Meio precoce? É nada. Quero pensar nisso antes que chegue a hora, embora saiba que, como quase tudo em minha vida, um suspiro improvisado bastará. Juntem os textos que pouco dizem e deixem que outros leiam e tirem suas conclusões - inconclusivas, claro, porque nunca quis que me decifrassem. Nunca quis que me pusessem sob um microscópio da alma e dissessem o que cada canto dela me faria passar, ou não me permitiria negar. Eu quis que as minhas últimas palavras fossem célebres, dignas de uma reflexão, mas um suspiro é suficiente. E depois, paz. Espero não mudar, porque não quero que façam festa, como os hipócritas dizem que querem, mas, na hora, magoar-se-iam com tal demonstração de alegria diante do nunca mais na terra. Quero que chorem o quanto precisarem, mas que sejam consolados e que sigam em frente até que possam ser dignos de que outros chorem por eles.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Lecrae e Anthony Evans - Boasting (ostentando)

Razão pra viver

O que te prende aqui? Que amarras permaneceram intactas? Que correntes não oxidaram com o sal das ondas? Que medíocre sonho falta realizar? Que últimos objetivos vão demorar a serem alcançados e, depois, levados ou devolvidos? O que, em última instância, teria bravura suficiente para agarrar teus pés e seduzir teu pensamento? O quê? Dize-me se o sabes.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Revoltas e memórias

Eu tentei guardar, entende? Não é que eu tenha cansado do que foi deixado. É só que eu já não me interesso pelas mesmas coisas. Se eu mudei? Possivelmente. Mas eu persisti até que pudesse me livrar da obrigação de guardar sua memória, mas não há motivo para amarrar minhas correntes nos pés dessa estante de folhas de papel amareladas. Não me encontro mais na posição de quem está te guardando para quando você vier. Não permaneci estável. Movi palhas. Joguei ao vento e ajuntei-as de novo. Depois, deixei só. Então, volte você, junte você a você mesmo e o leve para longe.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sobre pesquisas tendenciosas

Assisti a um vídeo em que se apresentava a crianças situações em que uma pessoa pedia outra pessoa do mesmo sexo em casamento. Logo notei que havia um esforço em convencer o espectador a defender o casamento entre homossexuais. Pensei em me posicionar: acho que ilegal é uma palavra muito forte. Lembro-me de que uma das crianças diz que ninguém pode ser impedido de fazer o que gosta. Só para constar, ela não disse isso por dizer. Toda uma sequência de perguntas cooperaram para o desenvolvimento dessa afirmação na cabeça dela. Enfim, disse isso. E eu fiquei pensando: bom, beleza, mas, se uma pessoa gosta de se embebedar até que perca a consciência, eu devo dizer que está certo? Acho que o casamento deles não deve ser ilegal, porque eles não cometem um crime fazendo isso, mas penso que as religiões não devem ser impedidas de demonstrar suas noções de certo e errado. Segue quem quer! Não pense ingenuamente que a legalização fará com que as relações homoafetivas sejam aceitas por todos. Por outro lado, e bem extremo, diga-se de passagem, não vejo democracia na ideia de um líder religioso ser obrigado a ministrar ou abençoar esse tipo de cerimônia. Chega a ser ditatorial!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Lecrae e Rudy Currence - Lucky Ones (sortudos)

"Quando está tudo dito e feito, você e eu somos os sortudos. Lutamos muito e vamos lutar a noite toda, até vermos o sol. Nós somos os sortudos. Nós somos os sortudos. Estamos aqui.
Sob o sol, descobri que fomos deixados para afogar. Mal abunda, o peso está nos decepcionando. Sem imagem ou som, comprometido ao cuidado dEle. Correndo atrás do vento, correndo atrás do ar, Merecedor de deserção, servos de destruição, e todos os dias provamos da graça com a qual estamos despreocupados. Eu devia ser queimado com meu pecado. Eu sou culpado, imundo e sujo, mas Ele se tornou maldito, bebeu o meu copo e levou minha dor. E, por isso, Ele reina. Através da fé, estou mudado. Eu não sei os motivos pelos quais Ele me libertou das cadeias. Eu não acredito em sorte, acredito em Graça. Mas eles dizem que temos sorte porque nós temos visto Seu rosto. E ouvimos que Ele nos chama e Ele ouviu a nossa resposta e Ele nos dá uma segunda chance, quando desistimos tão cansados ​​e partidos, esperançosos de que os braços dEle estarão abertos. O amor incondicional nos tem mantido no foco (Eu acho que somos os sortudos, hein?)
És maior do que a minha vergonha, minha culpa, minha dúvida e meu passado. Feliz por confiar em Ti porque eu duvidava de Seus planos. Eu tenho questionado os seus caminhos. Cada questão que levantei é loucura em comparação com montanhas, o vento e as ondas. Sempre lembras de nós. Nós, que ascendemos do pó. Amas este trapaceiro, as batidas desse coração e esses olhos cheios de luxúria. Deu-nos poder para combater tudo isso, embora nos escondamos em silêncio. Nós temos a fé para começar um tumulto, como podemos negá-Lo? O fogo dentro de nós que incendeias quando começa a diminuir. E, colocando dessa forma, sou pecador. Por isso, Teu amor é essencial. Eu não acredito em sorte, não, eu acredito na Graça Mas eles dizem que temos sorte porque nós temos visto Teu rosto. Senhor, ouvimos que nos chamas, ouviste a nossa resposta e nos deste uma segunda chance, quando desistimos. Estou cansado ​​e partido, mas Teus braços estarão abertos. O amor incondicional nos tem mantido no foco."

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um belo céu que não há descrição que faça jus

Olhando o céu hoje, deparei-me com a imensidão. Deus, quantos outros já não pensaram nisso! Enfim, pensei no quanto essa noção me assombra. Um Deus capaz de criar (porque o ser humano só reproduz) algo tão lindo quanto o brilho do sol nas nuvens - parecem saber o quanto me encantam - não permitir que me desvie do caminho planejado para mim? Só sendo amor mesmo. E meus imensos desvios e tropeços; coisas que causam marcas nos outros e em mim; poderia contar com a justiça dEle, que sabe tudo, mas houve o revestimento da graça. Por isso, louvado sejas hoje, porque amanhã, certamente, acharei algo pelo que Te louvar!

domingo, 27 de outubro de 2013

:'(

Vou deixá-los! Já não há mais o que ser feito... Mas a vida é isso mesmo: a gente muda, cresce, abandona... Dessa vez, foi doloroso tanto quanto da última. Quase sete anos! Difícil esquecer as gritarias e os louvores, as broncas e os elogios, os choros e os sorrisos. Porque eu os amo. São problemáticos os que já se foram e os chegaram recentemente, mas compõem um só. Os grupos são assim. O começo me fez amadurecer, o meio me fez sorrir e o fim me faz chorar, mas não há choro na Terra que Deus não possa consolar. E eu só tenho a agradecer às pessoas que fizeram disso tudo o que foi e é. E tomara que melhore, que Deus abençoe e que continue recebendo nosso louvor, ou seu louvor. Porque eu já não pertenço.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Novas

"Esse novembro, Billy Graham quer dar mais uma mensagem. A cruz." Participação de Lacey Sturm e Lecrae, como verão no vídeo. Meu inglês é um terror, então não vai dar pra traduzir o que eles dizem.


Foi feito também um álbum intitulado My Hope (minha esperança) com músicas de vários cantores com letras relacionadas às pregações de Graham. Aí vai duas nas vozes de duas das minhas cantoras favoritas: Lacey Sturm e Nichole Nordeman.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A explicação perfeita sobre o porquê

"Ele é um ser perfeito que não carece de nada, nem mesmo de amor. Uma vez que ele não carece de amor, Deus não precisaria criar seres humanos por nenhum motivo (ele não estava sozinho, como alguns pregadores têm dito). Simplesmente optou por nos criar, e nos ama de acordo com a sua natureza amorosa. De fato, seu amor é a razão pela qual ele enviou seu Filho [...] para receber a punição por nossos pecados. Sua justiça infinita nos condena, mas seu amor infinito salva aqueles que desejam ser salvos."
GEISLER, Norman; TUREK, Frank; Não tenho fé suficiente para ser ateu. Tradução de Emirson Justino. São Paulo: Vida, 2006. 362 p.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A história ainda sem rosto

A história que eu quis escrever tem heróis. Sim, plural. Porque um ato de heroísmo nunca depende de só um. Ela também tem música no vento, cor na tristeza, sombra ao meio-dia. A história não remete tempos distantes, realidades fictícias de fugas da realidade. Eu quis escrever som, cor, contornos, cheirares mil, mas desejei um sabor diferente. Sabor de não saber o que dizer, de tão feliz; de não conseguir sentir sabor nenhum porque todos os sabores abundaram. Entretanto, quis construir um novo sentido para essa que não parece narrativa, embora a vida seja mais do que histórias emaranhadas. Eu quis que os heróis experimentassem esse novo sentido e não gostassem de primeira. Porque o que a gente gosta de primeira pode decepcionar. Há exceções. O amor é sempre a exceção, havendo exceção até para isso. Contudo, eu quis que o que fosse sentido não provocasse fazendas de expectativa. Afinal, o que surpreende por não decepcionar é sempre melhor.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aumentativo ou substantivo? Só ão

Acho presunçosa a auto-denominação.
Acho preguiçosa a falta de coração.
Acho tenso, tenro - não decidi - essa constante problematização.
Mas eu não vejo em mim algo que não precise de perdão.
Por que fugiria dessa imensidão?
Acho pouco interessante a vida sem emoção.
Acho mera prosa louca essa história de exatidão.
Mas eu não vejo tanto ÃO há um tempão, ão.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Asas nos olhos não são sobrancelhas

E por que fariam as coisas tão apressadamente? Somos só pessoas. Já pensou nisso? Somos SÓ pessoas. Por que a enorme expectativa? Não que a acomodação com a maldade e seus filhos rebeldes possa nos trazer a felicidade. É só uma pausa. Olhe o céu, ignorando uma resistência. Por que correria? Já não tenho vontade de seguir sem parar e olhar as coisas ao redor dos meus passos ligeiramente trêmulos. Por que tentaria? E nem responda, afinal já sabe que sou uma irritante argumentadora com freios leves.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fortalezas

Por que nos enganamos, se a morte mal nos pode esperar? Mas fazemos mil planos de borracha, esquecendo dos poucos graus que eles aguentam. Não que viver em pleno desprendimento não seja um desvario, mas só há algo mais (e único) em que pôr o tesouro é sadio.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Manhã criativa (jogo)

Passado que condena, quão dolorosa a lembrança! Mago sem dó enfeitiça, minha sina tem início. Eu poderia fugir, mas só me restam dez minutos. Eu já não encontro tua luz, oh saída infinitamente desejada. Eu nem lembro como é minha verdadeira realidade, longe dessa agonia. Será que não é demais aquilo que me condenaste a fazer, mago? Será que já não basta?

sábado, 14 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Essas paixões de hoje em noite

Eu sou perdidamente apaixonada pela espontaneidade da vida, pela beleza de uma careta e pela brincadeira momentânea, porém persistente.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Desconhecimento ou desconstrução

É amor quando se sente um friozinho ou borboletas na barriga? É amor quando não se consegue esquecer alguém? É amor quando alguém faria qualquer coisa pra fazer outra pessoa feliz? Define-te, amor, que muitos já não te conhecem, mas não te restrinjas ao que fazes. Quanta idealização! Quanta imaginação para encobrir o real!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

João Alexandre - Fim de todos nós

"Você que zomba de todos, do importante ao plebeu; você que é dono de tudo, até do que não é seu; você que sonha acordado, que tem o mundo a seus pés, sem Deus, você é um coitado e a sua vida, um revés, uma piada sem graça nas rodas dos cabarés.
Você que vive oprimindo o coração de quem quer, seja idoso ou menino, seja valente ou mulher; você que pensa que vale todo o dinheiro que tem, sem Deus, você vale nada e mais que nada é ninguém. É como o fim de uma estrada no pesadelo de alguém.
A vida é como a fumaça: nem bem se fez, se desfaz. E cada instante que passa é um passo a menos e a mais na direção do fim, frio, feroz, do fim de todos nós.
Seu riso é puro lamento. Seu reino é só escravidão. O esconderijo dos loucos é crer na própria razão. E um coração orgulhoso é nau perdida no mar: não tem destino nem rumo, nem pr'onde ir, nem chegar. É quase que um desencontro que nunca vai se encontrar.
O grande exemplo do homem está em Cristo, o Senhor, que, sendo Dono de tudo, o Seu amor não negou e se entregou como um servo. Seu próprio sangue verteu. Pagou o preço da morte, ressuscitou e venceu. Modificou nossa sorte e a vida eterna nos deu."

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chama-se dizer muito e não dizer nada

Eu prometi a mim mesma que escreveria algo sobre o que aconteceu comigo hoje. Eu prefiro contar o que eu queria que tivesse acontecido. Eu queria ter saído e encontrado, no ônibus, uma pessoa que cuspa na minha mochila - todo um contexto que não vou expor, leitor, perdão. Eu queria ter tido uma aula tranquila e divertida, que não me fizesse conflitar minhas certezas. Eu queria que as pessoas que gosto mudassem menos. Na verdade, mantenho a teoria de que as pessoas não mudam: elas escodem ou expõem aspectos de si mesmas de acordo com a necessidade. Enfim, acho que esse foi o texto mais sem lógica que já fiz, mas é que acho prudente não me aprofundar.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Rebanhão - Casa no céu

Pimentas do reino - Ponto final

Se eu gosto de Henrique Cerqueira? Colega, essa é outra Pimentas do reino. Escute, vá!

Textos disformes subjugáveis

Eu devia ter te traduzido, sabe? Isso mesmo: TRA-DU-ZI-DO! Porque as pessoas são grandes textos custosos a entender e é bonito quando alguém resolve que quer passar a vida tentando entender a linguagem estranha de outra pessoa. Mas é uma crueldade, não é mesmo? Quando alguém escolhe não traduzir ninguém? As pessoas nascem com a necessidade de tradução delas mesmas e dos outros. Somos estrangeiros para todos, todo dia. E então, o que há para ser feito é deixar que as palavras, os olhares, que sejam todos entendidos, traduzidos, trazidos à compreensão.

sábado, 17 de agosto de 2013

Dádiva subsequente

Porque somos adultos e a morte nos persegue.
Porque somos eternas crianças e a vida nos foi entregue.
Presente.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Desconcentração levando à interlocução

E aí, eu parei de fazer o trabalho! Abandonei a "importância" e virei quatro páginas desse caderno surrado. Mas o que escrever? Não dá vexame, ele ou ela (não sei) está olhando. Espera que esse texto leve à alguma reflexão profunda digna do gasto de tempo para lê-lo. Pois, desiste, leitor! Já vi que queres mesmo saber aonde essa interlocução - fantasmagórica - vai levar. Então, está muito bem! Acabei de pensar numa manhã daquelas que dá vontade de recordar. Eu gosto de manhãs assim porque a impressão que dá é que elas te abrem o olfato, fazem-te cheirar. De um perfume, duas mil coisas aparecem e não há sobrecarga - nem carga. Suavidade. Vontade de cantar e pôr as mãos pra fora do carro só por diversão. Daí, abro um sorriso como se sorrisse para Deus e O louvasse com cada expressão de uma manhã com cheiro de primavera. Já não é mais emoção. Tento reviver. Sabe quando acordamos na melhor parte do sonho e tentamos voltar? Pois, sim, do mesmo jeito. Enfim, espero que não tenhas te arrependido de chegar até aqui e, se aconteceu, há muitos outros que pouco se alegram com manhãs mornas de maravilhas minimizadas. "Trava-línguas a essa hora?". Bom dia!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Rendição

Pois assanhe, vento! Cansei de resistir a esse teu encanto veranil, então agora meus cabelos são todos teus!

Nichole Nordeman - Brave (corajoso)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

Visita incomum à biblioteca, e surgem palavras. Quem poderia imaginar?

Talvez eu procure o rebuscamento para o que escrevo, mas prefiro que entendam o que quero passar. Talvez queira que busquem cultura, mas os reflexos da minha sociedade - sobriedade ignorante - vão selecioná-los. Talvez eu queira ler muitas histórias, mas me canso de finais - nem sempre felizes - com muita facilidade. Talvez chore, mas chamaria atenção alguém em pranto no meio de uma biblioteca enquanto lê o que acabara de escrever. Talvez queira gargalhar, mas o efeito do anestésico, com a desculpa, já se foi. Talvez queira olhar para os lados para me certificar de que não estou sozinha, mas acabo de lembrar que estou só, rodeada de gente, escrevendo num caderninho coisas dispensáveis ao lado de quem eu apenas sei que precisa respirar mais lentamente.

domingo, 28 de julho de 2013

Sobre verdade e multidões de mentiras

As pessoas mentem porque a verdade é desconfortável, para elas. A maior mentira é a q diz ser mentira a verdade, ou pior, que não existe verdade.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Perguntas e respostas

Quão desesperada é a pergunta que pode satisfazer a curiosidade da alma! Quão triste é a falta de resposta! Talvez a busca por resposta seja uma motivação: o que acontece se eu continuar a lutar pelo que desejo? Mas é a mornidão que eu, às vezes, almejo porque eu busco calma para um coração tão inquieto. Uma resposta pode me chocar, mas uma pergunta pode me mover para além do que penso que posso alcançar.

Skillet - Salvation (salvação)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Perplexidade e complexidade mornas

Como somos incompletos! Como somos complexos e insaciáveis! Como somos diferentes um dos outros e, ao mesmo tempo, parecidos! O que o distingue? O que o faz diferente? Por que fazer diferente, se o que eu faço de parecido com os outros me encobre e evita reações desconfortáveis? Meu Deus, por que precisamos ter a presença uns dos outros para que possamos perceber que podemos nos desviar de Ti a qualquer momento?

terça-feira, 25 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sobre ensino evolucionista

"No ensino básico, ensinaram-me que um sapo transformando-se num príncipe era um conto de fadas. Na universidade, ensinaram-me que um sapo transformando-se num príncipe era um fato!" Ron Carlson

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Não negue que há!

Há um caminho doce de pequenas espetadas que leva a uma Estrada mais escura que a noite sem estrelas. Há um pequeno rio que te acompanhará de bom grado com seu gemido. Há uma brisa fria que aliviará o peso do calor do sol enquanto teu pé não tocar a Estrada. E ao chegar a ela, não verás mais nada, mas sentirás como se conhecesses de cor onde pisas e onde as cobras rastejam. Não sei se a música será tua guia ou se o silêncio. Há quem diga que só sentir a respiração de teu Criador te faz sorrir enquanto fizer da Estrada tua trilha. Mas, se escolheres outra direção, precisarás de teus olhos. Ser-te-ão dadas sementes a despeito do rumo a que tuas escolhas te levarem. Há cobras que se alimentam das sementes que jogares e se transformam em homens cegos. Há outras que não as comem. Tu não o saberás, mas semeia! Disseram-me que há uma luz muito forte no final dessa estrada. Viverás ao lado dela e nunca mais precisarás vagar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Abandon - Known (conhecido)

"Toda dor e vergonha que você carrega; todas as lágrimas e dor que você enterrou; cada sonho quebrado e todas as dúvidas; todas as feridas que te deixaram despedaçado, preocupado que você simplesmente não importe. Todo o medo que você vai ser descoberto.

Não tenha medo.
Oh deixe-se, deixe-se ser conhecido. Você não precisa, você não precisa se esconder. Ande para a luz e seja conhecido. Deixe-se ser conhecido.

Há um amor que te faz mais forte. Há uma esperança que te faz forte. Há um Deus cujos braços estão abertos. É a maneira como Ele nos projetou, para mostrar Seu poder em nossa fraqueza. Abra-se e você encontrará a vida dEle.

Agora, não há nenhuma condenação."


quinta-feira, 23 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

Igreja Batista do Morumbi - Desde o princípio (CD Vento Livre)

"Desde o princípio de todas as coisas, era o Verbo Jesus Cristo.
Ele é a imagem do Deus invisível, a exata expressão de Deus Pai.
Ele mesmo criou o universo pela Sua palavra.

E nos resgatou com imenso poder.
Tirou-nos da morte pra um novo viver.
Louvores e glórias a Cristo Jesus, o Verbo de Deus, nossa luz."

João Alexandre - Em todo o tempo

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mais um adeus

É importante que a adolescência seja só tendência. Tender a triste; tender a rebelde; tender a estudioso... Porque não é idade de ser. O ser merece a maturidade que ela não reserva.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Wolô - Adeus heroínas: - Há Deus

"Era a melancolia do cotidiano morno que torneava o torno que só se repetia. E a sede de amor ardia até incendiar o forno. E a aridez era tanta que um simples vapor na garganta gerava a miragem feliz de mil transbordantes cantis.
Veio o degrau do fumo, do cotidiano tonto, do embalo sempre pronto nos becos do consumo. E o consumidor sem rumo voltava pro mesmo ponto. E a ilusão era tanta que a droga tragando a garganta soprava a imagem fugaz de um minutinho de paz.
Veio uma vida tola, de cotidiano asco, pois no pequeno frasco, no bulbo da papoula, no tubo daquela ampola reinava o seu carrasco. E a dependência era tanta que o mínimo nó na garganta forçava na veia as poções, cadeias de suas prisões.
Veio o inconformismo do cotidiano drama, atrás a pobre fama. Na frente, só o abismo; no chão movediço, a lama; no interior, pessimismo. E a solidão era tanta que o mundo apertando a garganta gritava que ele cedeu, berrava que ele se deu.
No beco sem saída deitou-se a céu aberto. A morte já por perto; a vista escurecida, mas, num lampejo de vida, olhou para o lado certo. E a luz do céu era tanta que o grito jorrou da garganta: "Senhor, não se esqueça de mim. Senhor, tenha pena de mim".
O peito arrependido tomou a dose certa. E, numa Bíblia aberta, achou o amor perdido, pois Cristo Jesus liberta o coração oprimido. E a libertação é tanta que arranca de vez da garganta o vício, o resquício, o pó, o trago, o estrago e o nó.
Pois foi crucificado o homem sem defeito que amava Deus no peito. E o pecador do lado que abominava o pecado. "Pecado por nós foi feito". E a morte na cruz era tanta que Cristo o Senhor da garganta doou seu Espírito são. Semente da ressurreição.
Veio uma vida eterna, ressuscitada e nova. E a cotidiana prova é essa fonte interna na vida que Deus governa e ternamente renova. E a transformação é tanta que o próprio Senhor na garganta transborda a mensagem da cruz, convida a beber de Jesus."

Vagamente pensando

Deu vontade de escrever sobre gente. Faltam palavras - ou as tenho, mas falta arranjo para elas. São tão diferentes umas das outras; são tão profundos os seus pensamentos, de umas mais que das outras. Olhar nos olhos de alguém e não conseguir decifrar o que veio à sua mente. Mas ainda que profundos, vagos; ainda que imprevisíveis, efêmeros. Misterioso sonho de ler pensamentos. Pena. Ou não. É até melhor.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Abandon - Talk To Me (fale comigo)

"Eu me sinto preso e eu preciso saber, Oh, diga-me o que o futuro nos reserva. Eu quero as respostas, então mostre-me o que está acontecendo.  Eu não posso ficar sentado esperando. Tenho que ir e eu tenho que ir agora. Quanto tempo mais eu tenho que esperar aqui?
Ainda tentando descobrir. Minha cabeça continua girando ao redor. Por que, por que? O que é que tudo isso significa? Ei, ei, Tu não vais me dizer? Eu não sei para onde ir porque eu nunca fui por esse caminho. Estou cansado de preconceitos e obsessão. Então, eu estou pedindo. Por favor, fale comigo!
Bem, eu Te encontro quando as rodas pararem de girar e meu caminho encontrar um beco sem saída. É claro que eu estou perdido. E eu volto para a Tua direção. Tu me mostras que eu tenho desperdiçado, perseguido, errado. Minha fé em respostas que só escurecem minha mente... Oh, mas eu estou
Ainda tentando descobrir. Minha cabeça continua girando ao redor. Por que, por que? O que é que tudo isso significa? Ei, ei, Tu não vais me dizer? Eu não sei para onde ir porque eu nunca fui por esse caminho. Estou cansado de preconceitos e obsessão. Então, eu estou pedindo. Por favor, fale comigo!
Se eu não sei para onde ir, Tu és o único que vai saber. Estou perdendo o controle, mas está tudo bem, está tudo bem. É como se nós já tivéssemos estado aqui antes e eu ainda estou aprendendo com certeza. Eu não posso ignorar que está tudo bem, sim, está tudo bem."

terça-feira, 16 de abril de 2013

Rotina

Sentou e esperou a chegada da inspiração. Então, olhou para o céu da janela à sua frente e o vento balançou a ponta esquerda da persiana quebrada. Aí, percebeu que já era poesia. Quis criar, quis amar e, principalmente, esquecer o nervosismo que causava mal-estar. Olhava a Bíblia; a capa roída pelo rato-uso. Queria que aquele de quem falava o livro se apressasse. Quis que voltasse o ano passado, o do ensino médio, mas temia. Num lapso, lampejo de pensamento, fez um traço no joelho. A caneta vermelha não mentiu o ócio doloroso. Ela - a primeira que achou - se encontrava sem tampa como sua dona. Esfregou com o dedo o traço, apagando-o. Quis que o tempo voasse e, de súbito, quis que ele lhe trouxesse as lembranças e as encantasse em realidade. Resolveu parar de narrar a própria história.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Progressão

Já foi pior. Já passou o tempo em que era difícil saber de onde vinha a força pra seguir em frente. Passou. Tenho feito escolhas. Tenho sorrido mais do que tenho tentado mostrar a vontade de chorar. Tenho acreditado no que vale a pena. E não tenho me arrependido. Sonho bem sucedido. Gosto dos pontos finais: dizem-me onde termino e onde posso continuar. Estou bem. Corrijo: estou ótima, cada vez melhor.

segunda-feira, 25 de março de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Fireflight - It's You (és Tu)



 Queria ir pro Canta Recife em abril :(

quinta-feira, 21 de março de 2013

Amai-vos

- É difícil amá-los? - Perguntou sem precedentes àquele que estava do lado.
- Quem?
- Todos.
- É... - O conhecido responde como se quisesse falar mais alguma coisa. Ficaram em silêncio pensando em coisas diferentes que convergiam.
- Eu queria que todos fossem iguais.
- Seria ainda pior porque existem coisas em si mesmo que nem você gosta. Gostaria ainda menos se essas coisas estivessem nos outros.
- Deve haver alguma coisa que precise mudar para que a convivência seja mais agradável.
- Cada um segue seu caminho, que tal? - Falou com a rispidez de alguém que já sofreu muito.
- Não, falo de amor. Deve haver um meio de nos amarmos sem que haja chateação nem constrangimento.
- Ignore-os, todos eles. E então será feliz e não terá que dar satisfação a ninguém. O amor é difícil e cansativo. Sua esposa não será a mulher ideal para sempre.
- Não falo de amor conjugal. Falo de amor ao próximo, amor fraternal.
- As pessoas não querem amor. Querem que cale a boca e que não as perturbe.
- Mas amor alegra o dia. Há cada vez menos amor entre as pessoas. - O conhecido ficou olhando por um tempo o rosto do moço que falava de amor fraternal até que se constrangeu e desviou o olhar. Contemplou a janela e quis que cada um cumprimentasse os que iam passando na mesma rua. Realmente quis que as pessoas se olhassem e, mesmo que não dissessem com os lábios, desejassem com os olhos um bom dia sincero ao estranho que passasse. E então o moço desceu na sua parada e seguiu caminho. Perdeu-se de vista enquanto o veículo seguia. O conhecido vê-se diante da intrigante possibilidade de que o amor cristão pudesse se concretizar e se mostrar mais vezes. "O dia seria menos cansativo", pensou com um sorriso nostálgico no canto da boca. Passou a noite inteira pensando no que o colega de banco dissera. No outro dia, levantou cansado, mas resolveu realizar o pensamento. Cumprimentou muitos, mas não encontrou mais o moço que falava de amor fraternal. E não houve necessidade porque a lição de amor ele já havia aprendido.

terça-feira, 19 de março de 2013

Petra - Beyond Belief (além da crença)

Enxurrada de Petra ultimamente para me lembrar da infância quando cantava sem nem saber o que essas sílabas significavam.

"Há um lugar mais alto para se ir, além da crença, além da crença.
Onde nós alcançamos o próximo degrau, além da crença, além da crença.
E de fé em fé nós crescemos
Em direção ao centro da correnteza,
Onde Ele nos chama pra irmos, além da crença, além da crença"

sábado, 16 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sem textos compridos sobre coisas simples

O legal é que eu prefiro pensar em como as pessoas me definem do que tentar me definir. Não que eu já não tenha tentado, mas é que desisto fácil de coisas que eu sei que não consigo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

It's something to live for ♪

O bom é que nos reunimos no mesmo grupo de orgulhosos coitados que, mesmo sabendo que morrem, vivem. Alguns, os mais sortudos, confiam porque sabem a onde vão. Uns ainda mais miseráveis procuram o prazer enquanto podem; iludem-se com uma alegriazinha boba, um sonho a conquistar, palavras de auto-ajuda que pouco ajudam... Mas palavras são só palavras diante do objetivo bobo que é tentar se manter determinado a continuar vivendo. Sim, razão para viver, mas não de uma forma tão ridiculamente compulsiva que a vida passe a se resumir em quantos sonhos efêmeros foram conquistados.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Third Day - Born Again (nascer de novo)

Sérgio Pimenta - Quando se está só / Novidade

"Quando se está só, o silêncio é mais profundo, as noites são mais longas, o frio mais intenso. E até a própria sombra parece estar mais junta, como se soubesse quando se está só. Quando se está só, um grito é desespero, sussurro é loucura, o estalo mete medo. E a mão forte aparece e está sempre nos sonhos, eternos pesadelos quando se está só. Quando se está só, se está porque deseja, pois Ele com certeza não foge de ninguém. Deus está sempre perto, amigo, abraço aberto. Convida a ir com ele pra não mais estar só. Pra não mais estar só."

"Toda a novidade que vem no vento, ao peso da força, na rotina cai na monotonia do pensamento, que à busca de outra novidade sai. Ânsia, insatisfação, correria. Busca, experimentação, noite e dia. Achados, fugas, horas de sorte. Tristeza, sonhos negros, gosto de morte. Mais que novidade que vem no vento, pois cada momento ensinamento traz, Cristo é tudo para todo tempo. Quem nEle se encontra não procura mais."

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Casting Crowns - Until The Whole World Hears (até todo o mundo ouvir)

P.S.: Acabei de ter a curiosidade de procurar a tradução do nome da banda. "Moldando coroas". Bem sugestivo!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

As escolas me lembrando o porquê do meu escrever

O almoço rebuscado do barroco me lembra a infância, quando pensava que fazia poesia e só rimava. O sonho romântico me faz lembrar um texto prosaico que perdeu a emoção e o rumo conforme foram passando os anos. Manuel Bandeira teria orgulho de como nunca usei métrica, embora não saiba que não era minha intenção. Parnasianos frios desdenhariam minhas palavras. Árcades desiludidos pela modernidade tecnológica se orgulhariam dos meus textos de criança sobre infrutescências fúteis. Mas eu não me prendo a opiniões que planejam consertar meus poemas porque escrevo o que me faz bem escrever e, se alguém simpatizar com o conteúdo das linhas, alegro-me, sem dúvida.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Canção e Louvor - Perto de Ti

"Não quero mais errar. Não quero mais pecar. Não quero transgredir. Só quero Te servir. Quero ser mais fiel. Quero ser verdadeiro e, no meu coração, Tu és último e primeiro.
Eu quero estar em Tua casa. O Teu poder quero sentir. Não há lugar melhor no mundo do que estar perto de Ti.
Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti, 'inda que seja a dor que me una a Ti. Sempre hei de suplicar: mais perto quero estar, mais perto eu quero estar, meu Deus, de Ti."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Canto de luto

Oh, morte e teus dedos compridos e frios.
A miséria do luto que causas.
Por quê? Por que, morte, não te cansas de ceifar?
Depois de tantos anos cometendo a atrocidade precisa pela qual és famosa, eu ainda me surpreendo.
E estou pasma com o quanto sofremos e lutamos mesmo assim.
Uma coisa engraçada sobre nós é nossa tão incessante esperança: mesmo sabendo que vamos morrer, vivemos e lutamos para viver.
Os animais não tem consciência.
Eles vivem como se fossem eternos e morrem assim como nós.
Mas fruto de um pecado antigo és. 
Entristeço-me porque não há uma ordem de preferência para esse caderno sombrio.
E aí, consolo-me lembrando de que, naquele Dia, não haverá tristeza, nem dor e tua existência, oh apática senhora, será exterminada.