quinta-feira, 29 de agosto de 2013

João Alexandre - Fim de todos nós

"Você que zomba de todos, do importante ao plebeu; você que é dono de tudo, até do que não é seu; você que sonha acordado, que tem o mundo a seus pés, sem Deus, você é um coitado e a sua vida, um revés, uma piada sem graça nas rodas dos cabarés.
Você que vive oprimindo o coração de quem quer, seja idoso ou menino, seja valente ou mulher; você que pensa que vale todo o dinheiro que tem, sem Deus, você vale nada e mais que nada é ninguém. É como o fim de uma estrada no pesadelo de alguém.
A vida é como a fumaça: nem bem se fez, se desfaz. E cada instante que passa é um passo a menos e a mais na direção do fim, frio, feroz, do fim de todos nós.
Seu riso é puro lamento. Seu reino é só escravidão. O esconderijo dos loucos é crer na própria razão. E um coração orgulhoso é nau perdida no mar: não tem destino nem rumo, nem pr'onde ir, nem chegar. É quase que um desencontro que nunca vai se encontrar.
O grande exemplo do homem está em Cristo, o Senhor, que, sendo Dono de tudo, o Seu amor não negou e se entregou como um servo. Seu próprio sangue verteu. Pagou o preço da morte, ressuscitou e venceu. Modificou nossa sorte e a vida eterna nos deu."

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chama-se dizer muito e não dizer nada

Eu prometi a mim mesma que escreveria algo sobre o que aconteceu comigo hoje. Eu prefiro contar o que eu queria que tivesse acontecido. Eu queria ter saído e encontrado, no ônibus, uma pessoa que cuspa na minha mochila - todo um contexto que não vou expor, leitor, perdão. Eu queria ter tido uma aula tranquila e divertida, que não me fizesse conflitar minhas certezas. Eu queria que as pessoas que gosto mudassem menos. Na verdade, mantenho a teoria de que as pessoas não mudam: elas escodem ou expõem aspectos de si mesmas de acordo com a necessidade. Enfim, acho que esse foi o texto mais sem lógica que já fiz, mas é que acho prudente não me aprofundar.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Rebanhão - Casa no céu

Pimentas do reino - Ponto final

Se eu gosto de Henrique Cerqueira? Colega, essa é outra Pimentas do reino. Escute, vá!

Textos disformes subjugáveis

Eu devia ter te traduzido, sabe? Isso mesmo: TRA-DU-ZI-DO! Porque as pessoas são grandes textos custosos a entender e é bonito quando alguém resolve que quer passar a vida tentando entender a linguagem estranha de outra pessoa. Mas é uma crueldade, não é mesmo? Quando alguém escolhe não traduzir ninguém? As pessoas nascem com a necessidade de tradução delas mesmas e dos outros. Somos estrangeiros para todos, todo dia. E então, o que há para ser feito é deixar que as palavras, os olhares, que sejam todos entendidos, traduzidos, trazidos à compreensão.

sábado, 17 de agosto de 2013

Dádiva subsequente

Porque somos adultos e a morte nos persegue.
Porque somos eternas crianças e a vida nos foi entregue.
Presente.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Desconcentração levando à interlocução

E aí, eu parei de fazer o trabalho! Abandonei a "importância" e virei quatro páginas desse caderno surrado. Mas o que escrever? Não dá vexame, ele ou ela (não sei) está olhando. Espera que esse texto leve à alguma reflexão profunda digna do gasto de tempo para lê-lo. Pois, desiste, leitor! Já vi que queres mesmo saber aonde essa interlocução - fantasmagórica - vai levar. Então, está muito bem! Acabei de pensar numa manhã daquelas que dá vontade de recordar. Eu gosto de manhãs assim porque a impressão que dá é que elas te abrem o olfato, fazem-te cheirar. De um perfume, duas mil coisas aparecem e não há sobrecarga - nem carga. Suavidade. Vontade de cantar e pôr as mãos pra fora do carro só por diversão. Daí, abro um sorriso como se sorrisse para Deus e O louvasse com cada expressão de uma manhã com cheiro de primavera. Já não é mais emoção. Tento reviver. Sabe quando acordamos na melhor parte do sonho e tentamos voltar? Pois, sim, do mesmo jeito. Enfim, espero que não tenhas te arrependido de chegar até aqui e, se aconteceu, há muitos outros que pouco se alegram com manhãs mornas de maravilhas minimizadas. "Trava-línguas a essa hora?". Bom dia!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Rendição

Pois assanhe, vento! Cansei de resistir a esse teu encanto veranil, então agora meus cabelos são todos teus!

Nichole Nordeman - Brave (corajoso)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013