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Mostrando postagens de Janeiro 5, 2013

Canto de luto

Oh, morte e teus dedos compridos e frios.
A miséria do luto que causas. Por quê? Por que, morte, não te cansas de ceifar? Depois de tantos anos cometendo a atrocidade precisa pela qual és famosa, eu ainda me surpreendo. E estou pasma com o quanto sofremos e lutamos mesmo assim. Uma coisa engraçada sobre nós é nossa tão incessante esperança: mesmo sabendo que vamos morrer, vivemos e lutamos para viver. Os animais não tem consciência. Eles vivem como se fossem eternos e morrem assim como nós. Mas fruto de um pecado antigo és.  Entristeço-me porque não há uma ordem de preferência para esse caderno sombrio. E aí, consolo-me lembrando de que, naquele Dia, não haverá tristeza, nem dor e tua existência, oh apática senhora, será exterminada.