quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

"Cabelo meu"

Teu volume me chateia, mas me define. Tua graça me encanta, mas é fugaz. És fase. És louco. Tua cor me inspira. O modo como não te defines me intriga. E amo-te cada vez mais. Parece bobo, mas alguns não têm o relacionamento que nós temos.

A saga da prosa

E essas pessoas que se deixam enganar, hein? Descobriram tudo!
Mas e essa despreocupação com a própria aparência? Mais do que conveniente!
E esses olhares covardes? Mais que divertidos!
Mas e essa reflexão constante? Cansativa!
E esses casais que não se suportam? Há mistério.
Mas e essa regeneração? Necessária.
E esse sonho esvoaçante? Inalcançável.
Mas e toda essa prosa que volta a não ter rumo? Sou eu.

Amor

"De fato, em vez de criar problemas teológicos, a Trindade realmente resolve problemas teológicos. Ela nos ajuda a entender, por exemplo, de que maneira o amor existe desde toda a eternidade. O NT diz que Deus é amor (1Jo 4.16). Mas de que maneira o amor pode existir em um ser monoteísta rígido? Não existe mais ninguém para amar! A tri-unidade da Divindade resolve o problema. Além do mais, para existir amor, é preciso haver aquele que ama (o Pai), e o amado (o Filho) e um espírito de amor (o Espírito Santo). Devido a essa natureza trina e una, Deus existe eternamente numa perfeita comunhão de amor. Ele é um ser perfeito que não carece de nada, nem mesmo de amor. Uma vez que ele não carece de nada, Deus não precisaria criar seres humanos por nenhum motivo (ele não estava sozinho, como alguns pregadores têm dito). Simplesmente optou por nos criar, e nos ama de acordo com sua natureza amorosa. De fato, seu amor é a razão pela qual ele enviou seu Filho — a segunda pessoa da Trindade — para receber a punição por nossos pecados. Sua justiça infinita nos condena, mas seu amor infinito salva aqueles que desejam ser salvos. "

Fragmento do livro Não tenho fé suficiente para ser ateu, de Norman Geisler e Frank Turek, traduzido por Emison Justino, página 261

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

João Alexandre - Mensageiro

Nesses caminhos que a gente não prevê

Paramos de viver ao nascer! Chocante! A primeira reação é a negação - e não exite em fazê-lo -, mas, se não quiser, não há motivo para ler. Enfim, a epifania é a seguinte: a primeira frase deste post e o seu desdobramento, ou seja, agonizamos enquanto pensamos que vivemos. Quando nosso corpo desiste de agonizar e pára - o que chamamos de morte - é que finalmente vivemos. Mas chega a ser digno de revolta: "pois morra, ou viva". Releve, leitor, este meu mórbido pensamento. "E com que intenção foi concebido?", indago como num estalo. Acho que para nos mostrar que estamos de passagem e o que de bom temos aqui não se compara à vida que teremos quando passarmos a viver.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Os Pés-Grandes

Bom, aconteceu o imprevisto: eu desenhei! É uma série chamada Os Pés-Grandes. Por que? Porque eu os desenhei com os cabelinhos revoltados e logo me veio à memória o mito. Então, aí está o resultado:






sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

João Alexandre - Coração de Pedra (trecho)

"Que vença, mesmo que haja desavença, todo aquele que repensa na crença da onipresença de Deus. Sejamos coerentes, transparentes, reluzentes, conscientes, todos crentes que somos os filhos Seus. Na rua, no trabalho, na escola, na loja, na padaria, no posto, na rodovia, na congregação. Que haja em nós o mesmo sentimento! Que Deus habite em nosso coração!"

Lacey Mosley no Cube do Livro do Skillet

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Segredos dos olhos

Dias quentes e suas peripécias

Era um dia quente na parada de ônibus. Todos calados, como de costume. De repente, essa moça aparece e pergunta, alvoroçada, a que horas passa o ônibus. Mas não a mim. Não, não a mim, mas a uma outra moça. Num impulso impetuoso, já nem sinto o sol nesse canto exposto e me incluo na conversa. Ofereço-me para levá-la. Que bom é te observar, querida, enquanto andas impaciente. Teus compromissos te fazem dançar ao celular. Tua falta de serenidade e, ao mesmo tempo, teu sorriso angustiado me põem em determinação curiosa. Nossa carruagem logo chega e vais na frente, entras primeiro. Passando da catraca, procuro-te até que te vejo sentada a devorar tua garrafa vermelha febril. "Só uma piscadinha!", penso, logo faço. E me sento. Nas carreiras de tua impaciência, corres para sair e nem percebes que aquilo que eu queria era pôr teus lindos olhos nos meus novamente.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Brooke Fraser - C.S. Lewis Song (canção de C.S. Lewis)

Sim mesmo!

Faz tudo isso de tempo? Nesse instante, eu era uma menina magrela mais alta que as outras meninas da sala. A escola me embruteceu ou só fez com que emergisse a brutalidade intrínseca? Difícil dizer, mas faz esse tempo todo mesmo que eu já não confio nas palavras? Ou a ingenuidade é uma dádiva? Mas eu cresci, colegas, contra a minha vontade.

João Alexandre - Feirante

"Arruma a cangalha na cacunda que a rapadura é doce, mas não é mole, não. E jenipapo no balaio pesa. Anda, aperta o passo pra chegar ligeiro. Farinha boa se molhar não presta. Olha lá na curva a chuva no lajedo.
Quem foi que te disse que a vida é um mar de rosas? Rosas têm espinhos e pedras no caminho. Daqui até à cidade é pra mais de tantas léguas. Firma o passo, segue em frente, que essa luta não tem trégua. Fica na beira da estrada quem o fardo não carrega. A granel felicidade não custeia o lavrador. Vamos embora que a jornada é muito longa e não há mais tempo de chorar por mais ninguém. Lá na feira a gente compra, a gente vende, a gente pede, até barganha aquilo que comprou. E te prometo que depois, no fim de tudo, na Quitanda da Esperança, eu te compro um sonho de açúcar mascavo embrulhado num papel de seda azul [Só] Pra te consolar ôh"

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Anoitecer de casal

Vamos escurecer, querido? Vamos deixar que as estrelas nos pontilhem? Vamos permitir que a temperatura vá baixando ao sereno? E só ouvir o barulho dos grilos? E só ver o nosso reflexo da Lua na água? Vamos banhar a relva com uma lágrima cada folha? Vamos acalentar as crianças sem que percebam? E ventar, esfriar, pairar, contemplar, até nunca mais amanhecer.