quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Paraplégicos

Ela se levantou com um sorriso. E eu percebi que sorria porque as maçãs pularam como crianças. Então, andou em direção à nuvem mais próxima, mas não a alcançou - surpreendentemente! E eu esqueci seu sorriso no banco em que sentei. Ela voltou para mim e perguntou quando voaria de novo e eu não sabia o que responder porque só tinha água nos olhos e vento nos ouvidos. Meneava a cabeça para a janela como se desse uma bronca nela. E eu prometi que, se a janela voltasse a se comportar mal, eu a levaria para longe. Passamos tanto tempo procurando o sorriso dela que acabei perdendo o meu também.